Mostrando postagens com marcador Abandono. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abandono. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de março de 2009

Divisão que assusta

Pedro Lopes – Jornalismo - UniverCidade

    A falta de iluminação no Largo do Machado criou duas metades em um dos pontos mais movimentados da Zona Sul. Na face voltada para a Rua do Catete, ainda é possível manter os hábitos de anos atrás, quando era possível que idosos e crianças caminhassem sem medo de serem intimidados por usuários de drogas e a tragédia social dos menores de rua.

    Se tomarmos como referência o chafariz no centro do largo, o lado que faz limite com a Igreja de Nossa Senhora da Glória se torna uma zona de exclusão durante a noite, tamanha a insegurança causada pelos postes apagados e os mendigos que formam acampamento. Há moradores de rua que se instalam inclusive com colchão e carrinhos de supermercado.

    Para completar o cenário de desordem, camelôs e restaurantes ocupam sem limites as calçadas, com suas mercadorias e cadeiras às barbas de uma dupla de guardas municipais que pouco consegue fazer, apesar de a corporação apresentar relatórios de apreensões no local.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Cidade - Jardim de Alá sofre com o abandono

José Luiz Lapa - Jornalismo - UniverCidade

Conhecido por ser o limite geográfico entre os bairros de Ipanema e do Leblon, o Jardim de Alá é um conjunto de praças que ladeia um amplo canal navegável entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Oceano Atlântico. Sua inauguração ocorreu em 1938 com o projeto do urbanista José da Silva Azevedo Neto que teve inspiração francesa projetando as praças e jardins com caramanchões românticos e inúmeros bancos.

Nas décadas de 50 e 60, era possível alugar pedalinhos e pequenos barcos a remo para navegar em águas limpas e despoluídas, sendo uma opção de lazer muito procurada pelos cariocas da época. Com o passar do tempo, o crescimento da cidade e a falta de projetos de saneamento adequado para a Lagoa Rodrigo de Freitas poluíram o canal e trouxeram vários problemas para o local, fazendo com que o antigo lugar de aprazível lazer fosse transformado numa das áreas de pior conservação da cidade.

Em 2003, o Jardim de Alá foi reformado pela Prefeitura do Rio, na administração do prefeito César Maia. Desde então, sem ter uma manutenção adequada, encontra-se em péssimo estado de conservação, com grades de proteção deterioradas pela ferrugem e jardins desfeitos, sendo frequentado apenas por mendigos e moradores da vizinhança que levam seus cachorros para passear.


Procurada por nossa reportagem, a Secretaria Municipal de Parques e Jardins – órgão responsável pela conservação de praças e espaços públicos do Rio – informou que existe um novo projeto de revitalização da área, mas que em função do período de transição dos prefeitos e suas equipes de trabalho, terá que ser feita uma nova licitação dentro do novo orçamento da Prefeitura, para que as obras de melhoria possam ser iniciadas.