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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Um pedaço de Mata Atlântica na Zona Sul

Christian Baeta -Jornalismo - UniverCidade


Em pleno coração de Copacabana está localizado o parque estadual da Chacrinha, um pedaço de Mata Atlântica com mais de 35 mil metros quadrados. Preservado desde 1969, o parque é utilizado como área de lazer para as crianças e ideal para a prática de atividades esportivas .

A Chacrinha é situada numa região antes ocupada por militares e pela Chácara do Leme, que deu origem ao nome do parque. Devido a sua ocupação histórica, possui plantas exóticas, sendo muitas trazidas com o objetivo de servir de alimentos para os soldados, tais como a jaqueira centenária e os abacateiros. As tradicionais amendoeiras foram conduzidas para o parque no século XX, quando a área começou a ser ocupada por favelados.

O parque foi reformado em 2001 e hoje é uma importante área de lazer para o moradores, pois possui brinquedos infantis, um campo de futebol, barras para ginástica e algumas trilhas, criadas pelos índios no tempo colonial, que são ótimas para caminhadas .

A babá Débora Pereira informou que sempre traz Gabriela Borges ao parque, já que a criança adora ver os micos e utilizar os brinquedos.

Quem passa por Copacabana nunca vai imaginar que existe um lugar assim, “tão próximo do metrô e tão distante do conhecimento público”, relata Ana Claudia Larimore, moradora do bairro.


Mais informações:

Parque Estadual da Chacrinha (de terça à domingo, das 08h às 17h)
Final da Rua Guimarães Natal, entre a Ladeira do Leme e a Rua Assis Brasil, em Copacabana.

Entrada Franca

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Homenagem ao Velho Guerreiro

Lucilene Santy - Jornalismo - UniverCidade

O maior comunicador da TV brasileira, José Abelardo Barbosa de Medeiros, o Chacrinha, é homenageado em uma exposição de fotos na estação de metrô Cantagalo, em Copacabana. Na mostra estão reunidas diversas fotos da carreira do apresentador, além de um televisor que exibe vídeos do programa Cassino do Chacrinha. O autor das fotos e idealizador do evento é o fotógrafo Manoel Delgado, 72 anos, que trabalhou 40 anos com Chacrinha.

Quem passa apressado pela estação não resiste à exposição e relembra a época vivida, como é o caso de Marco Antônio Vilela, 49 anos, técnico em eletrônica. “Me chamou atenção. É bom rever alguns artistas que não estão mais na mídia ou que já faleceram, como o saudoso Tim Maia. O Chacrinha dava espaço para a música popular brasileira", diz. Para o autônomo Wilson Leandro, 64 anos, a exposição foi uma viagem no tempo. “Foi uma época que todos nós aproveitamos muito, o auge de grandes cantores, como Cauby Peixoto e Emilinha Borba. Não temos nada parecido hoje em dia. Chacrinha é inigualável”.

Para os fãs, as cópias do programa Cassino do Chacrinha estão à venda na exposição por 30 reais. Segundo Delgado, o dinheiro é revertido em compra de molduras e conservação dos negativos. Ele conta, ainda, que o que mais atrai o público são os vídeos. “As pessoas se emocionam bastante. Elas param para ver e começam a chorar”. A exposição começou esta semana e ficará disponível até dia 13/10; depois, vai para a Estação Pavuna.

"20 anos sem Chacrinha"
Estação Cantagalo (acessos pela Praça Eugênio Jardim e Rua Xavier da Silveira, Copacabana)
De segunda à sábado, das 6h às 23h. Domingos, das 7h às 23h - Entrada Franca.